Tecnologias emergentes no ensino.
Os atuais estudantes da Educação
Básica são nativos tecnologias com muito mais facilidade que as gerações
anteriores. Podemos afirmar que “são conectados” o tempo todo e fazem uso das
tecnologias, principalmente para diversão. Possuem dificuldade em assistir uma
aula como meros ouvintes “informados” do que acontece fora da sala de aula, na
maioria das vezes através de redes sociais.
Já é de senso comum que a escola
precisa acompanhar essas mudanças, ou seja precisa inovar de forma a melhorar a
qualidade do processo de ensino e aprendizagem e capacitar de forma integral
seus alunos, considerando também a formação ética e cidadã.
Reflexões sobre a forma como a
escola está lidando com as mudanças, como as práticas docentes estão sendo
realizadas, como está sendo dada a formação continuada dos professores,
precisam ser constantes. Para isto,
gestores e professores precisam estar abertos às possibilidades de mudanças, de
comportamentos e até mesmo, de competências. O uso de tecnologias na educação é
uma forma de inovar, de ter alunos e, consequentemente, profissionais, mais
criativos e com isso, mais preparados para o mundo do trabalho. Em 2012, o NMC
(New Media Consortion ) em parceria com o Sistema FIRJAN, reuniu 30
especialistas para, a partir da metodologia utilizada no Projeto Horizon,
identificassem as tecnologias emergentes para a Educação Básica no Brasil. Essas
tecnologias foram:
⇒Ambientes colaborativos
⇒Aplicativos móveis
⇒Conteúdo livre
⇒Ambientes pessoais de aprendizagem
Ambientes
Colaborativos
Um ambiente colaborativo de aprendizagem é um espaço de construção coletiva de conhecimento. Embora não esteja relacionado com o uso de tecnologias, com a internet novos espaços online são criados, na maioria das vezes utilizando o conceito de nuvem. Possibilita o compartilhamento de ideias, experiências e materiais.
Conteúdo
livre
O
objetivo de licenças de uso mais flexíveis é permitir uma prática mais
democrática e criativa, que faculte e não iniba a inovação na produção de bens culturais.
Além da publicação no diretório eletrônico, associações anotadas entre
conteúdos podem ser explicitadas. Tais associações dão suporte a uma exploração
mais dirigida e quebram a segmentação hierárquica do diretório eletrônico.
Conteúdos vistos tradicionalmente, por mera convenção, como pertencentes a
determinadas disciplinas podem, agora, ter os seus relacionamentos claramente
evidenciados e podem, dessa forma, estar mais bem contextualizados. Questões
mercadológicas,cercearam a veiculação de idéias consideradas não-interessantes
em termos políticos e, principalmente, econômicos pelas grandes empresas
editoriais, silenciando possíveis autores e produtores de conhecimento e, no
que concerne aos professores, encerrando entre as paredes da sala de aula bons
projetos e conteúdos pedagógicos clamando por divulgação.
Aplicativos
móveis
Aplicativos
são programas que foram
construídos particularmente para as plataformas móveis e podem ser instalados
em smartphones e tablets . Existem
muitos tipos de aplicativos e alguns dos
mais populares são apps de redes sociais, transporte, jogos, música
e fotos. Atualmente há cerca
de 1,43 milhão
de aplicativos (app) disponíveis nas lojas da
Google Play e 1,21 milhão na
loja da AppleStore. É necessário pensar quais
elementos deve ser
considerados ao se
desenvolver um material educacional digital do tipo
aplicativo, tanto do ponto de
vista educacional como de
interface (design) a fim de contemplar
as necessidades dos alunos
e possibilitar a construção do conhecimento.
O público-alvo deste trabalho
foi composto por
estudantes de graduação com idade entre 20 e 60 anos.
Ambientes
pessoais de aprendizagem
Ambientes
pessoais de aprendizagem (APA) ou, do inglês, Personal Learning
Environment (PLE), são plataformas que permitem ao aprendiz anotar,
importar e organizar seus próprios conteúdos aprendidos de uma forma
pessoalizada, podendo desenvolver o estudo colaborativo com seus colegas,
tutores e professores, por meio de cadernos de grupos ou cadernos
compartilhados.
Fica claro que antes do uso de qualquer tecnologia é preciso que os professores sejam capacitados para que possam fazer o uso adequado e, consequentemente, inovar em suas metodologias de ensino. É preciso ainda uma mudança de comportamento de toda a comunidade escolar, pois muitas vezes não é fácil aceitar o novo, inovar em suas atividades. Porém grande parte dos alunos tem acesso a muitas tecnologias e fazem uso delas frequentemente, mas não com objetivos educacionais. Temos então uma oportunidade de despertar o interesse desses alunos nas diversas áreas do conhecimento, aliando tecnologia e inovação à educação.
Abordagens
pedagógicas que alteram a dinâmica do expectador passivo, que somente consumia
o conteúdo transmitido pelo professor, para a aprendizagem ativa permitem que
os alunos usem novas informações e desenvolvam as próprias ideias.
Referências
https://revistas.ufpr.br/relainep/article/view/43603/26501
http://www.clickideia.com.br/blog/blog/tendencias-desafios-e-tecnologias-emergentes-na-educacao/
https://telesapiens.com.br/2020/10/13/ambiente-pessoal-de-aprendizagem-o-que-e-isso/

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